Pode encher a tua piscina, mas não esvazia a minha bacia.

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Pode encher a tua piscina, mas não esvazia a minha bacia.

A frase do Mestre Marçal “Pode encher a tua piscina, mas não esvazia a minha bacia.” está cada vez mais atual. E pra mim é o preconceito das pessoas que alimenta essa máxima.

Hoje, enquanto lia um artigo sobre fotografia aqui mesmo no site, me deu vontade de escrever sobre um comportamento que me parece cada vez mais comum. Vou usar o exempo da fotografia, mas o fato é que isso acontece em tudo quanto é lugar e a todo momento.

É frequente e muito chato, diga-se de passagem, quando uma “ala” desdenha a outra. Seja a ala do digital numa postura de substituição dos métodos analógicos, seja o saudosismo exagerado querendo marcar território a qualquer preço. (Como se essas alas devessem existir.) Tudo tão desimportante. Até porque, as coisas novas não necessariamente vêm para substituir, mas para somar.

Não importam os meios: uma boa fotografia se faz com SLR Digital, com Lomo, com Cybershot, iPhone e até com uma lata furada. O importante é a estética, o conceito e a emoção que o registro proporciona.
Enfim, essa postura de rótulos, do que é bom ou ruim, do que é certo ou errado, etc…além de totalmente desnecessária, demonstra certa cretinice.

Porque o CD tem que ser melhor que o LP? E o MP3 melhor que o CD? Cada um na sua praia, com a sua função, com o seu charme.

Porque uma boa banda que cinco pessoas curtem é descolada e quando cinco milhões passam a reconhecê-la pela qualidade e cai no gosto da maioria, vira lixo pop? E por que, ao mesmo tempo, se eu disser “Ah! Mas eu curtia as músicas da Amy Winehouse muito antes dela ficar famosa” as pessoas vão achar que eu estou querendo dar uma de descolado? O pior é que tem gente que faz isso pra parecer descolado, mas isso só acontece porque, na outra ponta, tem gente que valoriza esse tipo de bobagem.Pô, que inversão de valores! Vamos dar valor ao que realmente importa: a diversidade é bacana e é essencial.

Abaixo o preconceito.

Caio Braga,
que não gosta de quem diminui o outro para parecer melhor e nem precisa ser anti-palmeirense para ser corinthiano.

written by caio-braga on 2011-01-04 #lifestyle #digital #analogico #opiniao #sem-preconceito #todas-as-linguagens #diversidade

3 Comments

  1. danyfsilva
    danyfsilva ·

    Adorei seu artigo, foi a resposta para algo que eu estava sentindo. Explico. Acabei de ganhar minha maquina (uma Diana MIni) e sai com meu namorado feliz para comprar o filme, fui no que seria uma loja boa da minha cidade e o vendedor riu da nossa cara, disse que a caixa valia mais do que a maquina, que ele dava maquinas analogicas de brinde pra quem comprava filme... e que o que eu queria ia contra todas as regras da fotografia! Bom, só ele nao entendeu que é exatamente isso que eu quero! Chato um mundo de opinioes e gostos iguais! Salve a diferenca!
    PS Aproveito pra dizer pro meu namorado que este foi meu melhor presente de natal de janeiro!!!

  2. caio-braga
    caio-braga ·

    É justamente essa unilateralidade do vendedor que eu acho desnecessária. Não quero de maneira nenhuma parecer superior, mas não chega a ser tacanha demais uma criatura dessas?

  3. fefo1979
    fefo1979 ·

    ótimo texto! Parabéns!

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