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Sprocket vermelhos

Infiltração de luz. Ingredientes: - um filme a ser rebubinado - uma bolsa, uma casaco e um cachecol - um carro sob o sol!

Um dia de sol e um céu azul são sempre uma grande tentação para um lomógrafo/fotógrafo! Um magnífico dia de sol pode tirar da “toca” um estudante em semana de provas, como eu! Porque em março temos um dia de sol e o dia seguinte cheio de nuvens cinzas que não deixam um único raio de sol passar! Por isso, você é “obrigado” a aproveitar o maravilhoso dia de sol! E mais, se tiver uma chance de sair da cidade p’ra ir à invejável e bela casa de campo de um amigo, melhor ainda!

A primeira coisa a se fazer é escolher qual máquina levar. Todas! Mas, infelizmente, não dá! Escolhi minha Diana F+ e uma máquina que comprei numa feira, que se chama Halina Paulette Junior. A segunda coisa é escolher os filmes! Eu tinha na gaveta dois tipos de RedScale 35mm da Lomografia, aquele XR e o “normal”; e na geladeira, filmes de ISO 160 a 220 e uns Fuji Velvia de ISO 50. Halina já estava carregada com um RedScale XR. Para a Diana, optei pelo Fuji, que nunca tinha usado e que tinha chegado na minha casa há pouco tempo. Era a primeira vez que eu usava um rolo de ISO 50, e mesmo com muito sol várias fotos ficaram um pouco sob-expostas. Paciência.

Carreguei o Fuji na minha Diana mas não usei a tampa para 35mm, e sim a para 120mm, para conseguir um formato maior e as curvas da Fisheye! Tirei várias fotos e poucos minutos antes de ir embora terminei o filme. Também levei um rolo ISO 220 por saber que tiraria muitas fotos. Agora, precisava rebubinar o filme 35mm!! Como usei a tampa para rolos 120mm, não tinha a alavanca que serve para rebubinar o filme. E a casa já estava toda fechada.

O que fazer? Precisava de um lugar escuro! Desafiei a sorte. Entrei no carro, peguei minha bolsa, a cobri com meu casaco e, nunca se sabe, também com meu cachecol e comecei a rebubinar o rolo que tinha tirado da Diana com cuidado. Sim, eu sei, corri o risco de queimar todo o filme. Tão logo voltei p’ra cidade, deixei os filmes (tinha terminado o da Halina também) para serem revelados. Depois de meia hora fui buscá-los. Dei uma espiada no negativo fiquei aliviada por ver que o filme não estava queimado!

Cheguei em casa e fui direto scanear as fotos! Elas ficaram um pouco sob-expostas, mas tudo bem. Conforme as scaneei, notei que algumas fotos ficaram com um pouco de luz. Se foi por causa da sensibilidade do filme ou por infiltração de luz mesmo, não sei, o fato é que as fotos não ficaram queimadas, mas com um efeito bem bonito!

Por isso, se você curte um pouco de tom avermelhado em suas fotos ou seus sprockets “divididos”, deixe entrar um pouco de luz, claro que não diretamente sobre o filme, sem queimá-lo!!

written by -dakota- and translated by anarollemberg

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