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LomoAmiga Letícia Novaes da Banda Letuce

Se tem uma pessoa que gosta de viajar e experimentar, é a Letícia. Nascida no Rio de Janeiro ela percorreu um bom caminho até se encontrar em cima de um palco na frente da platéia com um microfone na mão. Vocalista da banda Letuce, a cantora visitou recentemente a Chapada dos Veadeiros, um dos maiores patrimônios naturais do nosso país e na bagagem levou algumas Lomos. Conheça mais sobre ela e veja as belas fotos após o jump...

Para começar se apresente para aqueles que não te conhecem. Conte um pouco sobre você. O que você faz? Quais são seus interesses, hobbies, etc.
Meu nome é Letícia, sou tijucana, tenho 2 irmãos mais velhos, estudei Letras, abandonei e embarquei no teatro. Meu pai sempre tocou violão, meu avô também, a música sempre foi presente e foi só através do teatro que percebi que era isso que eu queria fazer da vida. Ando de longboard, apesar de estar com o pé esquerdo zicado há um tempo. Sempre gostei de fotografia, meu pai sempre foi muito cauteloso com os álbuns, as fotos, peguei esse hobby dele. Amo vinho, livro bom, rede, compor com o Lucas, ver meus sobrinhos e viajar, seja praia ou montanha, eu gosto de passear.

Como começou sua relação com a música?
Meu pai tocava violão pra eu dormir e eu não dormia. Minha mãe cantava músicas de ninar, já cansada do trabalho, dos 3 filhos, e eu dizia “mãe, não é assim a música” ou “essa você não tá cantando bem…” Desde criança fiz músicas na cabeça, mas como disse antes, foi preciso ir ao teatro pra voltar pra música, pra entender o palco, a performance, o que é se apresentar, enfim.

Quem ou o que te influenciou a começar a tocar?
Muitas mulheres, principalmente. PJ Harvey, Maria Bethânia, Cat Power, Janis Joplin, Nina Simone, depois fui descobrindo outras, mas essas foram grandes cias que tive no decorrer da juventude.


Dá o play aí em cima e continue curtindo a entrevista ;)

E como foi a trajetória do Letuce até os dias de hoje? Lembra de algum show ou história engraçada?
A trajetória é curiosa, cheia de curvas e retas e loucuras. São muitas histórias pra contar, uma em especial foi de um cara que nos chamou pra fazer um pocket show para um menina por quem ele estava apaixonado, mas não eram namorados ainda. Assim que ela entrou no bar, começamos a cantar, e ela chorou, foi bem bonito, e eles começaram a namorar! Recentemente fizemos um show no Circo que também marcou muito pela quantidade de gente cantando todas as músicas, dá uma sensação bem louca.

Você já costumava fotografar com câmeras analógicas ou essa foi sua primeira experiência?
Eu tinha uma Lomo Oktomat, fiz umas fotos recentemente, era bem divertido pensar nas 8 poses, foi engraçado. Mas há muito tempo não usava câmera analógica, foi uma experiência sensacional.

O que você achou de usar elas durante a sua viagem? Gostou dos resultados?
O maior barato é a calma que isso traz. Não há ansiedade em ver logo como saiu a foto. Você realmente vive a experiência de maneira mais intensa, sem se preocupar em sair bem na foto. Lucas e eu usamos e adoramos tanto a experiência quanto o resultado. Vamos repetir com certeza.

Eu sei que essa é uma pergunta meio difícil, mas se fosse para escolher, qual das fotos destacadas aqui na matéria é a sua predileta e por quê?
A foto da dupla exposição na cachoeira ficou muito bacana, eu pareço um bicho, primeiro eu estava boiando, depois eu estava encolhida. As fotos do Vale da Lua todas estão bem bonitas, fazem jus à beleza do lugar.

Já houve uma situação em que você gostaria de ter uma câmera com você durante um show para eternizar determinada sensação e momento? Se sim, qual show você faria isso?
Sim, a cara das pessoas cantando, de olhos fechados ou aberto, uma música que fiz no meu quarto, num momento íntimo, mas que agora é compartilhada, interpretada por todos, é muito punk. E a carinha das pessoas sendo embaladas pelas músicas, nossa, inacreditável.

Falando novamente em inspiração/influência. Quais os músicos ou artistas que você admira ou se inspira na hora de compor, criar?
Minha inspiração vem de muitos lugares, não só da própria música. Até uma fotografia pode me inspirar muito, como a maioria da Nan Goldin, muita força contida ali que te causa, involuntariamente, alguma nova sensação. Gosto de artistas curiosos, gosto do que é estranho, não convencional, mas não aleatório. Agora ando lendo um livro do Cortázar, e ouvindo um disco do Milton Nascimento chamado “Milagre dos Peixes”, muito intenso. Isso tudo fica. Sempre fica.

Quais seus sonhos e/ou planos para o futuro? Um novo álbum ou uma turnê?
Sim, já estamos pensando num terceiro álbum, as composições não param e temos mais é que botar pra jogo mesmo.

Para encerrar, gostaria de deixar algum recado para a comunidade da Lomography?
Continuem curiosos e especulativos! E ah, sim! Virei fã!

Saiba mais infos sobre o Letuce no site deles!

written by lgs_rio

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