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O Passeio Público de Curitiba

Construído no final do séc. XIX para o uso da elite ervateira local, o Passeio Público é hoje um parque encravado no coração da cidade. Nele cruzam trabalhadores em descanso de almoço, famílias a passeio, transeuntes, moradores do centro, mendigos, prostitutas, uma feira de produtos orgânicos e um módulo policial. É um típico parque haussmaniano, com grutas, lagos, serpentário, zoológico, pontes.

Moro no centro de uma típica capital de estado brasileira. Rica, porém injusta. Conhecida pelas soluções urbanísticas inovadoras, organização, pelos inúmeros parques e equipamentos urbanos, Curitiba é também considerada pela ONU a 17ª cidade mais desigual do mundo. Ao mesmo tempo em que uma parte da cidade é considerada mundialmente como modelo de sustentabilidade, outra suporta índices de violência maiores que as conhecidas metrópoles do Rio de janeiro e São Paulo. E como uma e outra são parte de uma mesma mesma realidade, no centro da cidade todos estes elementos se misturam.

No centro e também no seu parque, o Passeio Público. Este, que cotidianamente está em meu caminho, foi inaugurado em 2 de maio de 1886. Foi construído sobre uma gleba às margens do Rio Belém, área de várzea sujeita a constantes alagamentos. A obra pretendeu transformar o brejo alagadiço, em um parque agradável para a elite paranaense da Erva Mate e em solução sanitária, corrigindo a rotina de inundações na cidade.

Passou por inúmeras reformas. A principal delas, que lhe confere as feições de hoje, foi em 1910, quando foram instalados os pórticos que são réplicas do então Cemitério de Cães de Paris. Desde então, é um típico parque haussmaniano, com grutas e pontes de pedra, lagos e ilhas. Uma delas, a Ilha da Ilusão, foi local da coroação de Emiliano Perneta como príncipe dos poetas paranaenses em 20 de agosto de 1911. É também o primeiro zoológico de Curitiba, abrigando ainda aves e várias espécies de mamíferos. Abrigava até há pouco um serpentário, hoje desativado.

Mas mais de um século se passou, e já há muito que o Passeio Público perdeu sua ligação com a sociedade que o construiu. As elites não moram mais no seu entorno; o centro da cidade é maior, mais veloz. Os frequentadores do parque são o espelho vivo da cidade que os cerca, e de todos os seus matizes.

Cruzam nele os moradores do centro, que são estudantes universitários, professores, aposentados, artistas, trabalhadores do comércio, pequenos comerciantes, que o utilizam como o seu parque. Também os transeuntes, de passagem de um local a outro, casais de jovens estudantes enamorados. Trabalhadores em horário de almoço ali descansam. As prostitutas e michês ali passeiam e exercem seu ofício. Sem teto podem encontrar talvez um pouco de paz em meio ao caos urbano. Além, é claro, das famílias simples que para lá se dirigem a passeio em fins de semana e feriados.

É, por tudo isso, trágico e romântico ao mesmo tempo. Não sei se consigo retratar propriamente todos estes elementos, mas é uma série que pretendo fazer a longo prazo. Aqui estão algumas fotografias que tirei no Passeio. É um canto de Curitiba que vale a pena conhecer!

written by gregoriobruning

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